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Brasil assina acordos com Portugal e beneficia colaborações

  • Publicado: Quarta, 16 de Junho de 2021, 14h57
  • Última atualização em Quarta, 16 de Junho de 2021, 16h15
  • Acessos: 294

No último dia 31/5, o astronauta Marcos Pontes e Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, e Ministro de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, respectivamente, assinaram três memorandos de entendimento entre Brasil e Portugal, definindo um marco para a participação de pesquisadores em colaborações internacionais.

Os acordos tratam do lançamento de uma rede de cooperação para promoção da cultura científica e tecnológica; para o desenvolvimento de nanociências e tecnológicas quânticas; e para o desenvolvimento da física nuclear, de partículas, astropartículas e cosmologia. Estes acordos permitem que o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) promova com maior efetividade sua missão de ‘realizar pesquisa básica em Física e desenvolver suas aplicações’.

Um dos pontos específicos do memorando de entendimento destaca o aprofundamento nas colaborações conectadas ao CERN, bem como outras colaborações multinacionais como as dos experimentos AUGER e SWGO. “A participação de pesquisadores em colaborações internacionais tem sido um ingrediente comum nas pesquisas que procuram realizar ciência de ponta neste século. Parceria e colaboração são duas palavras chave na produção científica de qualidade em tempos atuais. Essa realidade é ainda mais presente em programas de pesquisa que envolvem experimentos de última geração, como é o caso dos experimentos em Física de Partículas”, avalia Arthur Moraes, pesquisador associado do CBPF.

 

Desvendando mistérios nos pampas argentinos

“Raios-cósmicos são partículas carregadas (geralmente prótons ou núcleos atômicos mais pesados) que constantemente bombardeiam a Terra. Quando uma partícula de raio-cósmico chega ao nosso planeta, colide com um núcleo da alta atmosfera, produzindo muitas partículas secundárias, que carregam a energia da partícula original (dita, primária) ao se propagarem através da atmosfera, em direção ao solo. Em seu percurso pela atmosfera, estas partículas sofrem outras colisões com núcleos atômicos do ar, criando uma nova geração de partículas que continuam a alimentar este processo multiplicativo, aumentando o número de partículas, e gerando uma cascata de partículas sub-atômicas, chamada “chuveiro atmosférico extenso”, devido ao seu tamanho”, explica Ulisses Barres, pesquisador associado do CBPF.

Para estudar estas partículas, as mais energéticas do Universo, foi instalado na vasta planície de Pampa Amarilla, no Oeste Argentino, o Observatório Pierre Auger. Se por um lado os raios-cósmicos de energias mais baixas são bem compreendidos, os raios-cósmicos de energia extrema estudados pelo Auger permanecem um dos grandes mistérios da física tornando-o o principal observatório do mundo investigando a respeito de sua origem e propriedades.

“Ao chegar no solo, o chuveiro é detectado pelo Observatório, contendo bilhões de partículas energéticas que se estendem por uma área tão ampla quanto 10 km²’, complementa Barres.

 

Raios gama nos Andes

Formada inicialmente como um aliança de iniciativas que incluíam o projeto LATTES, do qual o CBPF e o Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), de Lisboa, foram os parceiros criadores, o Southern Wide-field Gamma-ray Observatory (SWGO) é o projeto para a construção de um novo observatório de raios-gama no Hemisfério Sul.

O CBPF, junto com instituições da Alemanha, Estados Unidos, Itália e Portugal, dentre outros, é uma das instituições líderes no desenvolvimento desta próxima geração de observatório de raios-rama, que será instalado nos Andes em local ainda a ser definido. O projeto está atualmente em fase inicial de desenvolvimento, onde sua implementação técnica está sendo avaliada. Barres é atualmente o vice-spokesperson (vice-líder, em tradução livre) da colaboração SWGO.

 

Brasil na construção da agenda científica mundial

Recentemente, as negociações entre o Brasil e a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) tem se intensificado com o intuito de viabilizar o processo de adesão do Brasil como membro associado do CERN. Atualmente, cerca de 110 pesquisadores brasileiros, representando Institutos de Pesquisa em diferentes regiões do país, participam de experimentos do CERN. Alguns dos resultados obtidos nos últimos anos são, literalmente, históricos, como a descoberta do bóson de Higgs, anunciada em 2012.

“A inclusão do Brasil como membro associado do CERN deverá acarretar diversos benefícios para o país como: ampliação da participação de brasileiros e de investimentos em pesquisas na área de Física de Partículas; transferência de conhecimento em áreas de C,T&I;  oportunidades para indústria nacional, a partir da participação em licitações exclusivas; acesso a postos de trabalho e capacitação de pesquisadores e mão-de-obra especializada nacional; cooperação na área de desenvolvimento de materiais avançados e minerais estratégicos, como o nióbio; popularização e difusão da ciência; participação na construção da agenda científica mundial. Há também discussões para a intensificação da cooperação com o Sirius, acelerador de partículas vinculado ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM/MCTI)”, analisa Moraes.

 

Saiba mais:

CERN: https://home.cern/

Observatório Pierre Auger: https://www.auger.org

Colaboração SWGO: https://www.swgo.org

 

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