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“Memória Científica” de Oliveira Castro é doado ao CBPF

  • Publicado: Segunda, 23 de Janeiro de 2023, 14h30
  • Última atualização em Segunda, 23 de Janeiro de 2023, 14h30
  • Acessos: 29

Odilon Antônio Paula Tavares, pesquisador aposentado do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), presenteou o Instituto com um exemplar raro do livro Memória Científica Francisco Mendes de Oliveira Castro (1902-1993), físico e matemático, um dos fundadores, ex-diretor, e Pesquisador Emérito do CBPF.

 

Homenagem aos 90 anos

A obra é uma coletânea de publicações do Pesquisador Emérito que se dedicou à Física Nuclear e Altas Energias – desejo dos colegas, alunos e ex-alunos ‒ lançada em 19 de maio de 1992, dia em que Oliveira Castro completou 90 anos.

A nota do livro foi assinada pela pesquisadora do CBPF Neusa Amato (1926‒2015), que entregou o diploma de Professor Emérito a Oliveira Castro em 1991, e por Alfredo Marques de Oliveira (1930‒2021), Pesquisador Emérito e ex-diretor do CBPF.

 


Neusa Amato entregando diploma de Professor Emérito a Oliveira Castro em 1991

Créditos: CBPF

 

“A obra, vale sim, e principalmente, como expressão do reconhecimento de tantos que têm o privilégio de conviver com o Prof. Oliveira Castro, e que dele tem recebido proveitosos ensinamentos e inesquecível exemplo de profissionalismo, competência e dedicação” – ressaltaram Amato e Marques na apresentação do livro.

 

Lembrança do colega

Odilon conviveu de perto com Castro, principalmente nos anos de 1987 a 1989, quando foi chefe do Departamento de Física Nuclear e Altas Energias, que englobava o setor de Raios Cósmicos, fundado por Cesar Lattes (1924‒2005) e que tinha Castro como integrante.

Nessa época, inclusive sugeriu o nome Oliveira Castro para um dos auditórios do CBPF ‒ que foi aprovado pelo diretor do Instituto, à época Amos Troper, e por membros do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

A inauguração do auditório Oliveira Castro aconteceu em 1994, e contou com a presença de César Lattes, primeiro diretor científico e um dos fundadores do CBPF.  Na ocasião Lattes estava sendo homenageado em seus 70 anos com o lançamento do livro “César Lattes 70 Anos ‒ A Nova Física Brasileira”, organizado por Alfredo Marques.

Descerramento de Placa de Inauguração do auditório Oliveira Castro por sua filha Yolanda

e por César Lattes

Crédito: CBPF

 

Tavares escreveu um pequeno texto sobre o Emérito, que completa 30 anos de falecimento esse ano de 2023, e junto, presenteou o Núcleo de Informação C&T e Biblioteca (NIB/CBPF), com um exemplar da obra. A seguir, a íntegra do texto.

 

Coordenador do NIB/CBPF, Nilton Jr, recebendo de Odilon exemplar da obra

Crédito: NCS/CBPF

 

FRANCISCO MENDES DE OLIVEIRA CASTRO (1902‒1993)

 

Castro para os colegas, Chico para os amigos, e Francisco para as namoradas (segundo César Lattes), matemático e físico-matemático, formou-se em engenharia civil e elétrica na Escola Politécnica do Rio de Janeiro em 1923. Nos anos 1930 foi professor e catedrático em disciplinas de Engenharia Elétrica na Escola Politécnica, e Análise Matemática na Universidade do Distrito Federal (RJ). Como engenheiro, trabalhou em minas de carvão em Santa Catarina, estradas de ferro e na urbanização da cidade do Rio de Janeiro.

Seu primeiro trabalho de pesquisa científica, “Zur Theorie der dielektrischen Nachwirkung (Sôbre a Teoria do Efeito Secundário Dielétrico)”, foi publicado em 1939 no periódico alemão Zeitschrift für Physik (Revista de Física) [Edição Especial 114, vols. 1 e 2]. Em 1945 participou na Fundação Getúlio Vargas da criação da revista Summa Brasilienses Mathematicae. Também criou, em 1946, o Gabinete de Medidas Elétricas no Instituto Nacional de Tecnologia.  Em 1949 apresentou na Escola de Engenharia da então Universidade do Brasil a sua dissertação “Ondas em linha de transmissão ― Problema Fundamental”, que trata da solução da “Equação do Telégrafo”, introduzindo novo método para solucioná-la.

Ajudou a fundar o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas-CBPF em 1949, onde foi diretor no período 1954‒1959, um dos períodos mais difíceis de sobrevivência da Instituição. Ali trabalhou por cerca de quatro décadas, sobretudo empenhado nos projetos do Grupo de Raios Cósmicos criado por César Lattes, e também da Colaboração Brasil-Japão sobre Raios Cósmicos a partir dos anos 1970. Nesse período, Oliveira Castro obteve soluções criativas e elegantes para as equações de difusão de raios cósmicos na atmosfera. Anteriormente, a partir da década de 1950, Castro aperfeiçoou métodos de solução de problemas da física matemática valendo-se da teoria das distribuições, divulgando seus resultados nos Anais da Academia Brasileira de Ciências-ABC.

Oliveira Castro foi criativo até os 90 anos, e estimulou muitos jovens para a vocação cientifica. Foi, sobretudo, um grande amante da verdade científica. Era de temperamento tímido, reservado, de sorriso contido, homem manso, disciplinado no trabalho, meticuloso, contador de histórias, generoso e de finíssimo trato. Personagem ímpar na história da Tecnologia e Ciência brasileiras, além de grande amante da Poesia. Sobre essa última e outras qualidades, vale a pena ler “Relembrando Oliveira Castro” em Ciência e Sociedade CBPF-CS-010/97 (abril, 1997) [uma publicação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas-CBPF].

 

Mais Informações:

Revista Ciência e Sociedade- “Relembrando Oliveira Castro” http://cbpfindex.cbpf.br/publication_pdfs/CS01097.2010_08_19_12_33_33.pdf

 

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