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Jornalismo científico em um mundo de opinião

  • Publicado: Segunda, 18 de Abril de 2022, 19h53
  • Última atualização em Segunda, 25 de Abril de 2022, 19h58
  • Acessos: 231

Quais são os desafios de um jornalista em um momento em que qualquer pessoa pode falar o que quiser com grande alcance? No mês em que é celebrado o Dia do Jornalista, o Núcleo de Comunicação Social do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas traz a visão de Fernanda Farias, jornalista científica com mais de uma década de atuação em instituições públicas.

 

Em pesquisa realizada em 2020 pelo instituto de pesquisas Datafolha, 95% dos entrevistados declararam utilizar a internet, seja para se informar, comunicar-se ou trabalhar, percentual que corresponde a aproximadamente 156 milhões de brasileiros. A comunicação atual é muito mais dinâmica do que há anos atrás, o que tem seus pontos positivos e pontos negativos.

 

Comunicação estratégica

Qualquer matéria de jornalismo científico, para ser produzida, deve considerar antes: o assunto, o pesquisador, o público que se quer atingir e a plataforma que será usada. Daí a importância da comunicação estratégica para potencializar a divulgação científica, aproximando os leitores de notícias verídicas e com embasamento científico. 

Para Farias, ultrapassar a barreira da linguagem acadêmica para alcançar o grande público é um desafio. “Geralmente, o jornalista se torna um generalista, então escrever sobre ciência, tecnologia e inovações é mais agradável para quem gosta mesmo do assunto, pois é necessário certo conhecimento e empenho para ‘decodificar’ a linguagem acadêmica para uma linguagem mais acessível ao público. Para isso, é necessário entender bem a pesquisa, fazer perguntas estratégicas e pensar em pontos- chave de leitura, colocando no material formas de melhor assimilação, como curiosidades e infográficos, tornando assim a leitura mais prazerosa e compreensível.”

Fernanda Farias possui graduação em Comunicação Social – jornalismo, especializações em Comunicação Empresarial e Mídias Sociais e em Gestão e Produção Cultural; além de cursos de curta duração nas áreas de comunicação, arte e multimídia. Atuou como assessora de comunicação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTI) entre 2014 e 2017.  “Acredito que qualquer carreira precise estar em desenvolvimento, porque tudo muda e se transforma. Busco me atualizar de todas as formas possíveis e fazer cursos constantemente; esta atualização na comunicação precisa ser atenta a todos os movimentos, já que a comunicação está em tudo, e um olhar atento a essas percepções leva a grandes feitos para o trabalho diário”, analisou.

 

Fernanda Farias
Foto: arquivo pessoal

 

Fake News: obstáculo para a Ciência

Ainda segundo o Datafolha, cerca de 70% dos entrevistados declararam que já receberam conteúdo duvidoso ou falso de amigos e parentes. O debate sobre as fake news, mesmo que tenha ganhado forma no cenário político, também se faz presente no campo do jornalismo científico.

 “[Durante a pandemia...] ... as pessoas usaram a fragilidade do momento para aterrorizar ainda mais a população. Um exemplo claro foram as fake news sobre os efeitos nocivos das vacinas contra a Covid-19 e, como as pessoas tendem a acreditar naquilo que reforça seus preconceitos, este tipo de notícia ‘viralizou’ muito mais rápido, já que quando alguém compartilha uma informação, é – muitas vezes –, quando ela acredita naquele pensamento, compartilhando o conteúdo, ela se sente ouvida, comentou Farias”.

As fake news são, neste cenário, um importante obstáculo. Para reduzir o impacto da informação falsa é primordial criar um ambiente de segurança intelectual. No intuito de atingir esse ambiente, uma das medidas possíveis é a colaboração de jornalistas científicos e pesquisadores com posicionamento e produção de informação em espaços virtuais de entretenimento (como WhatsApp, Facebook, Instagram e Twitter) sobre temas relevantes em sua área de pesquisa, assim como assuntos em voga.

Outra forma importante de combater esse tipo de notícia está nas mãos do usuário médio que, ao receber uma mensagem, poderá filtrar as informações e, através de fontes seguras, buscar minimizar a veiculação e propagação de fake news.

 

 

O futuro do infoentretenimento

 

Na opinião de Farias, entretenimento e informação podem caminhar juntos e as redes sociais nos permitem atingir um público muito grande, adequando a linguagem e deixando o conteúdo atrativo de diversas maneiras para que possa reverberar mais. As pessoas se conectam com histórias, e qualquer assunto, quando bem abordado, pode conseguir um alcance muito bom. A junção de informação em ambientes de puro entretenimento se chama infoentretenimento. 

A verdade é que o mundo continua a mudar a cada instante e precisamos nos adequar às realidades e às novas formas de nos comunicar com o público para que possamos passar nossa mensagem ao maior número de pessoas e, com a precisão no conteúdo, a adesão e a fidelidade são muito maiores. É essencial, ainda neste enredo, que os leitores estejam atentos ao que leem e busquem confirmar as informações em instituições de referência na área tratada.

 

 

Mais informações:

Relatório Datafolha “Fake News e Privacidade nas Redes Sociais”, 2ª mediação: http://media.folha.uol.com.br/datafolha/2020/08/06/relatorio-projeto-fake-news-onda-2-datafolha.pdf

Documentário Globonews “Fake News: Baseado em fatos reais”: https://canaisglobo.globo.com/assistir/globonews/globonews-documentario/v/6186746/

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